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sábado, 25 de dezembro de 2010

Slow down




Pisar no freio da vida...um pouco, para poder refletir ou contemplar.




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domingo, 13 de junho de 2010

mil platôs



















Eu só não sei o que sei sem me saber. Isto eu não sei, eu sou.

pourmauriceETsantos,2010



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sábado, 10 de abril de 2010

Outonos



Outono, outros já me disseram que era um ouro.
Eu fico muito à vontade neste e noutro que vier.
Quantos já se passaram, quantos virão, quantos quaisquer.

Alguns me disseram que ano passado o outono não virou.
Outras tantas opiniões e noutras ocasiões, cada outono será um novo.
Como se fosse mesmo segredo de cada um preso como a gema num ovo.

Eu seu bem qual é meu segredo no outono;
nele eu me escondo um pouco;
fico todo louco.

Mas há muito mais em um outono;
Há sempre uma ocasião,
um adeus ao verão.

Estamos enraizando,
fortalececendo nossos pés e nos aproximando
da Terra, como um filho mamando.

Mauriceetsantos,2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Embriaguês nômade


Resolvi escrever para falar nada. Que sorte tive eu!
Para nadar-me tive que pausar-me, colorir-me,
beber-me de mim um tanto que, embriagado, alcançasse a solitude.
Capotei meu carro veloz.
Arremessei meu silêncio com o aríete de meu timo.
Quando me fiz tonto, parei para vomitar um ar no vácuo.
No começo achava que seguia ainda nômade um escravo.
Agora vejo que não é meu cansaço avocal, minha vertigem, mas meu whisky envelhecido.
Me demoro no ofurô do vigor. É bom não falar tudo.
Quero espernear alguns momentos extras, afinal
nada há nada de mais;
e ainda que quisesse tudar,
não haveria letras.
Vejo isto pela janela do liquidificador que mora na esquina mais despovoada das palavras.




foto:languageglasses.blogspot.com
mauricieETSAntos,2010 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

sociedade dos poetas mortos



alguém por aí já tinha visto uma galinha, branca, no final de tarde, sob esta perspectiva?




mauriceetsanTOS,2010