terça-feira, 22 de maio de 2012

Rap ou (un)Happy 2012






Arrepiado, meu gesto é de destreza
Sou filho do astuto
Sou filho do urbano
Eu vivo, não me assusto

Sente o engasgo
Sente a pegada
Cada palmo desta linha..é tudo isso meu camarada

Irmão, brother, friend
Can you fully understand?
Sit down and feel it free
One sky, one city
That one ain´t got nothing to see

Se liga mameluco
Baltazar das etnias
Nós viemos pra ficar
Uma cidade muito fria
Zumbindo pra irritar

You eat bread, you´re a baker
You have nothing, you´re a loser
Mother mary came to me
I could not even agree

I´m not from this place; 
I´m just taking a wave
I like to seek but they do not click
It´s easier to tell I´m sick

Eu não falo pra ninguém
Não profecio diagnóstico
Falo pra mim mesmo
Esse é meu negócio

Olha o ócio
Olha o ócio

Boca seca na garganta
Não tem muito o que falar
A roda ligeira da cidade
E da veia jugular

Many links, few intention
There only a correction
Every one is like a brick
Trying to live so quick
They can´t look at all
There are No dreams, there are no teacher
another brick in the wall

Tem neguinho perdidaço
Sem caminho pra tocar
É esquisito ver o cara
Sem nada pra explicar

O amor é diferente
É coisa demasiada
Inventaram tanta regra
Inventaram uma pegada
Iludiram a galera
Um substituo pra enganar

Não se apoquente não me olhe com pavor
O amor não tem idéia
É como uma geléia
Se desmancha no calor

E no frio então, maluco
Todo mundo agasalhado
Quer um braço e ombro quente
Um sentido diferente
Prum amor que junte tudo
Prum pedaço arrebentado
Que nos fazia diferente

Agora é tudo igual...
A moçada se tocou
O apego vive solto
Como um louco arrazoado

Love hurts, love heals
I don´t care, who will
Come with me my brother
Come with me my layer
Watch yourself, body
Watch themselves, crier.


Tão falando
Tá zoado
O cara ta desesperado
Fica cego de vontade
Não percebe a contrariedade
Se incumbe de uma missão
Uma só conspiração
E toda a ambiguidade


É o bócio do coletivo
Algo assim, sem sentido
Carregar um sentimento
Que não foi abstraído
O amor é coisa tola
Algo torto construído

Deixe o sangue discorrer
Sobre uma idéia desmedida
É o bócio
É o bócio

Tá entendendo o que eu tô dizendo?
Isto já tá quase morrendo
Não consegue mais andar
O casal só faz de conta
Que é a conta do azar
O amor é coisa velha
Não dá mais prá sustentar


Olha que eu digo do romantismo
Um fiasco, um abismo
Um fato sem cabimento
A paródia da mentira
Um monte de sofrimento

Quando chega neste ponto
De trabalhar o relacionamento
Já se foi o que nunca foi
Tira isto, sai desta embromada
Tamu farto da mentira
Põe o óculos
Põe e tira
Vê que nada e tão verdade
Que a mentira disfarçada

Não sei se é maldade
Nunca ninguém me contestou
Eu vivo pra enxergar
Aquilo que faltava no lugar
Um lugar que começou
Um lugar que terminou


End of frontiers
End of monastries
End of quarter and dime
End of the clock and its time

You don´t see
You don´t understand
You have no exit
You have no end

Let me tell you something
Let me tell you right there
There are many everywhere
Get you ticket pour La Mer
Clear your eyes alone
Check that They all have gone

Esperança
Essa foi outra abstração
Que ta na beira da ruína
Desta vez nós estamos sós
Sem herói
Sem heroína

control-alt-del
Não posso acreditar em um Deus
Que quer ser louvado o tempo todo
Não sou um bobo
Isto não existe
Não é Nieszchte?

Mesmo assim, devagarzinho,
Vai vendo a estória
Este papo de conseguir a glória
Que papo mais indigesto
Num sei como os cara engole
Não sei
Não tenho gesto
Não tenho gesto.


Mauriceet&saNTOS,2012
                                                      

terça-feira, 8 de maio de 2012

chuva de pássaros

um bem-te-vi, bem que me chamou a atenção,
ao pousar repentinamente sob um galho escolhido, a bico, daquela magnólia.
logo seguiu-se o reclamo de uma pássaro-preto, depois, uma saíra; um veloz e cadente colibri que,
por sua vez, espantou duas sabiás-laranjeiras.
a magnólia, fixa como eu, apreensiva, via as patinhas coçarem seus galhos.
eu ali, como um pé de qualquer coisa, assistia ao cardume ornitólogo...
bem-me-vi com ares de ser um deles, despreocupado com a bolsa de valores e com o
valor da bolsa.






mauriceETsantos, 2012

plátanos

gorduchos e musculosos, erguem-se secos nesse outono marrom;
alguns filhotes, como se estivessem na primavera, ensaiam um brotar singelo e apressado...
não há sombra perfeita para um sol que também é pífio.
folhagens despencadas.
ao abraçá-los, é da sua raíz que me informo.
a terra d´água se faz tímida, nessa época de vacas e chuvas magras,
mas não esconde seus pródigos filhos e fichas enfileiradas, com em uma procissão vegetal.





pour mauriceETsantos,2012

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

amgine





mente a confunde
frente para trás de frase




...........pour mauricETtsantos

quinta-feira, 9 de junho de 2011

ontologia de mim

quando eu me fiz,
ainda não existia.






...........pourmauriceetsantos,2011

povo em pé






Arvore-ser
Árvores de mim.
Há arvôres de mim.
Ah alvores de mim!



........pourmauriceetsantos,2011

domingo, 13 de março de 2011

a ","




vírgula...
sem presunção nem arrogância, é ela, sim a vírgula, que, eficientemente, congela, toca, balança, enfim, dá tom e, quase sempre, retumba o rompante, avisando ao pobre navegante, aquele argonauta estúpido, que é preciso ar para viver, que entre a expiração e a inspiração existe vírgula, posto que, por mais veloz que seja seu texto, há um silêncio, ora ou outra, onde se toma ar novamente e enchem os pulmões, cansados talvez da falação endiabrada com que ela, a vírgula, as palavras, digamos, romanceiam; experimento não usá-la, como bem não não consegui e vejo a gula vil que a vírgula impõe.





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