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domingo, 13 de março de 2011

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vírgula...
sem presunção nem arrogância, é ela, sim a vírgula, que, eficientemente, congela, toca, balança, enfim, dá tom e, quase sempre, retumba o rompante, avisando ao pobre navegante, aquele argonauta estúpido, que é preciso ar para viver, que entre a expiração e a inspiração existe vírgula, posto que, por mais veloz que seja seu texto, há um silêncio, ora ou outra, onde se toma ar novamente e enchem os pulmões, cansados talvez da falação endiabrada com que ela, a vírgula, as palavras, digamos, romanceiam; experimento não usá-la, como bem não não consegui e vejo a gula vil que a vírgula impõe.





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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Falta um título.


















Às vezes olho para mim e sinto que falta algo:
falta a "falta".
E sem falta fica difícil saber o que está faltando.
Faltaria dizer alguma coisa, talvez, ou a falta que você me faz.
Nem ao menos me dar ao luxo de sentir a falta que me é estranha.

Hoje, por assim, dizer, falto de mim mesmo;
fico ausente e não respondo "presente".
Soa meio como falta de educação.

Mas que falta de atenção mesmo de mim!
Como posso sentir tanta falta da falta.

Mas como falta pouco, do que ensinar,
falta muito, do que aprender.




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pourmauriceETsantos,2010...afaltadafalta