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domingo, 19 de dezembro de 2010

Pensamento de amigos





O Levre falou:

A verdade é o caminho mais curto.






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pourmauriciETsantos&Ervel,2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

povo em pé

quando duas árvores se envergam uma em direção a outra, é de namoro que elas estão falando



....pourmauriciETsantos,2010

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domingo, 3 de outubro de 2010

vegewTao

plantas crescem em nós, a sós.






pourmauricETsantos,2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

o visível e o enunciado




















segunda-feira, 3 de maio de 2010

Por que o dançar?







Danço porque é líquido;
eu chacoalho e charrisco o chão do salão.
Ontem, antes de dormir, tava pulando,
no som do Calipso.

Pra acompanhar a Joelma eu pulei muito,
tanto que quebrei o lustre,
vazei o teto,
passei os andares 6º,7º,8º,9º até o 16º.

Trombei com o Hubble.
Isto é que eu chamo de dança cósmica.
como é bom dançar, hã?



...pour mauriceETsantos,2010_dançarfazbemaocoração.


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terça-feira, 6 de abril de 2010

Trem de pouso
















o coração, ao tentar aterrissar no aeroporto da paixão, percebeu que o trem de pouso não funcionava.
Arremeteu então e deu muitas voltas sobre a cidade, até quase acabar o combustível.
Muitas pessoas pararam para ver a aeronave ir e vir sobre elas. 
As emoções, passageiras, ficaram em suspense e muito apreensivas. 
Tudo o que foi possível fazer, com a razão, se fez. 
Resolveu então ligar o piloto automático e tirar uma soneca. 
Antes, a tripulação pressurizou a cabine para vôo em altitude superior.
E lá se foi a aeronave para os confins do universo.
Por aqui ninguém mais ousou falar sobre isto, exceto eu, que voltei.






POURmauriceETsantos,2010






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terça-feira, 2 de março de 2010

amor em vento

















cheio e vazio: as mãos pulsam com intenção e sem intenção.

|O que falam do amor
dizem que não é coisa minha,
não entendo,
 por acaso,
que o amor é o vento;
que deste eu gosto.
Mas se o amor é tão parecido com ele,
que, como eu digo,
se confundem,
por que os dois nomes? 














pourmauricelepetitpain,2010

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

os deuses de Kirk, Pepê e Gatão


Desatinos de um desatento
Para Kirk, Pepê e Gatão. 









Quanto desengano se abate no povo rude
Enquanto observar pude
nas ruas da cidade, a procura de seu tento
O sujeito, desatento,
Confunde o que crê, ser deus
que não convém com seu tempo.


Tamanha é a vontade do apego,
que o primeiro que lhe é perto,
agarra como se fosse certo
e lastima que não fosse de emprego.


Gente destelhada é assim mesmo:
Como rês fraca.
Anda para trás, com as pernas tronchas
ronca mas não berra prá vaca.
Garrote de linha é diferente,
não empaca, anda prá frente
vê a fortuna como outra gente.


Não precisa de olhos grandes prá deus ver.
Levanta a pedra da campina sêca, que bença,
e vê a vida,
que não é tonta
prá mode de se dar conta
de que o desengano não é crença.


O desconfio não afronta os olhos
Se a criatura tem tenência,
deixa a própria providência
que se encarrega de mostrar.


Deus passeia por lá.
Na folha da laranjeira
mais redonda que passageira,
cheia de prosa da laranja
que só a fruta mesmo pode contar.


Quando o vento sopra o pinheiro
os galhos gemem ligeiro.
Os bichos que vivem dentro do espinheiro
protegem o resto inteiro.
E o tal do formigueiro,
que no labirinto do mundo escondido
deixa passar desapercebido
a ferveção diante do luzeiro?


Quem vê deus não vê outra coisa.
Mesmo antes de morrer, não carece engrandecer.
A montanha antes do entardecer
nada é senão pedaço de grão,
que com os olhos do coração
fica mais fácil de entender.


É, você já botou reparo no zumbido da abelha?
Na ideiação da aranha na teia?
A araponga que calcula seu trinar?
O sabiá que gorgeia seu sabiar?
É, deus passeia por todos esses “artá”.


Todos os povos vivem de respeito.
As árvores, os povos em pé
os rios, os povos deitados
tá tudo muito bem ajeitado
prá caboclo nenhum pode desfazer.


Ainda que tudo fosse liso,
nem mesmo a chuva de granizo
nos faria emudecer.
A montanha do povo de pedra:
sua fenda e sua grota
faz a gente subir de trote
e reparar o que d’ele brota.


O arrogado do rio fundo cassoa.
Fundo e alagadiço se faz traiçoeiro.
Corredeira tranqüila no seu leito raso,
leva embora o incauto canoeiro.


Deus nunca fugiu da gente,
em nenhum instante.
Na tromba do elefante
nem no bote da serpente.
Deus é amável e certeiro.
No veneno ele corre como o carneiro
jogado no ar pelo seu bote ligeiro
corre pelo sangue na criatura alerta
e está sempre disponível
como uma porta entreaberta.

sábado, 11 de julho de 2009

Incontinência

11:11 *



XI XI

* ARTE: BARROS GUEDES

Interessâncias

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Coisas diferentes do cotidiano:
são as mutações que, de mês em mês, ano em ano
ocorrem, para espanto,
e, te garanto,
não vai faltar - ombro para se chorar.
Acalmar o coração;
sentir a respiração - é assim:
as vezes como carreira solo,
como ermitão.
Haverá sempre um lugar, aquele, o altar,
tão escondido, que amassamos.
Mas basta lembrarmos,
quer dizer, religarmos,
o que tomamos, as vezes, por engano.
O que não há é engano: há tempo.
Quando a guarda baixa, abaixamos a bandeira, o pano.
Resta seguir o templo, pois,
amanhã é um novo dia, hoje também: cotidiano.